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ClubHouse - Um App de Agilidade


Que trem bão é esse?

ClubHouse é uma nova rede social criada por Rohan Seth (ex-funcionário do Google) e Paul Davidson (empresário do Vale do Silício) lançado através da empresa Alpha Exploration Co, como um aplicativo (App) em 2020 para a plataforma Apple iOS disponível na Apple Store. Em Dezembro 2020 era avaliado em USD 100 MM e agora já vale USD 1 Bilhão.


Ele funciona como uma espécie de bate papo por áudio através de salas e clubes. Um grande live podcasts (podcasts ao vivo). A grande rede de rádios transmitindo conteúdo através de áudio. E somente áudio. Não é possível enviar mensagens, fotos, vídeos. Pelo menos por hora. E acredito que continuará assim por um bom tempo enquanto os fundadores da empresa avaliam o comportamento das pessoas no uso da nova rede.


As salas (ou clubes) podem ser abertas ou privadas e são temporárias: você cria, utiliza e depois encerra. Os clubes são permanentes. Mas nenhum áudio é gravado na plataforma, a não ser nos casos que uma pessoa reporte para o App conduta indevida.

As pessoas assumem três papéis:

  • Moderador: o criador da sala e com capacidade de mutar e desmutar pessoas, convidar pessoas para o palco e movê-las para a platéia, e habilitar/desabilitar os ouvintes a levantarem a mão.

  • Speaker: pessoa que junto a outras podem falar simultaneamente.

  • Ouvintes (platéia): as pessoas ouvem as conversas e o que está em discussão, e podem levantar a mão para sinalizar que desejam falar.

Comecei o uso há uma semana e desde então tenho curtido muito os bate papos de boteco entre celebridadas, autoridades e referências nos assuntos de meu interesse.


A usabilidade do aplicativo é incrível, acredito que até meus filhos Bernardo de 8 anos e Guilherme de 6 anos saberão usar facilmente. Farei o teste e comento em breve.

Se o aplicativo Zoom nos permitiu trabalharmos de bermuda, o ClubHouse nos permite trabalhar pelados

Ouvi esta frase e fiz muita reflexão em cima dela. Isso porque sou pessoa pública, palestrante, mentor, especialista, treinador e consultor internacional e nacional de AGILIDADE. Eu sempre estou exposto, em exposição ou expondo. E daí comecei a entender que no meu caso (que definitivamente não é o de modelo masculino para a indústria da moda), o que realmente importa é o que vem do coração e mente através da voz. Claro que a performance de palco é importante. Mas o instrumentomais poderoso é através das cordas vocais.


Em diversas salas de famosos, o mais interessante foi notar que o que mais agradou no aplicativo é que agora eles não precisam mais retocar maquiagem, batom, trocar de roupa, calçado, corrige a luz, o fundo, a cenografia, etc. Eles simplesmente ligam o celular, entram no App e iniciam uma conversa com suas respectivas audiências. Portanto:

A nova era das midias sociais valoriza ainda mais a essência interior das pessoas

A estratégia adotada pelo ClubHouse para a entrada dos usuários é igual à do Gmail (e-mail do Google) e do Orkut (midia social que chegou a ter 300 MM pessoas, anterior ao Facebook): através de convites (por hora 2) você convida quem desejar. E esta pessoa recebe mais dois convites para novos amigos entrarem na plataforma. E claro, de modo ÁGIL (e astuto) pessoas passaram a vender os convites. Vi os preços variando entre R$ 50 e USD 77 (cerca de R$ 413). E também não faltaram pessoas sorteando ingressos em suas mídias sociais. E outros mais organizados, montaram listas de pessoas na forma de pirâmide, na qual quem recebe o convite, passa para as próximas duas da lista. Se organizar direito, todos brasileiros estarão lá em breve. Menos quem usa Android (veja abaixo).


O App contém uma seção chama Bio (Biografia) que permite um texto livre para que as pessoas colocam o que desejarem, por exemplo os contatos, resultados obtidos, experiência, formação, área, etc. Capriche na Bio e seja notado!



Que tal aquela escutadinha (espiadinha)? O BBB tá ON


Há uma semana referências brasileiras em todas as áreas aderiram ao aplicativo e em uma série de serendipidades (os encontros ao acaso) ou até mesmo encontros arranjados, têm compartilhado seus conhecimentos (e vendido produtos e serviços) ajudando milhares de pessoas.


Imanige participar de Talks (conversas) interessantes de Thiago Nigro e Flavio Augusto sobre negócios? Ou Janguiê Diniz, Samuel Pereira, Pablo Marçal, Thiago Brunet, Cris Arcangeli, Andre Sanches (eu mesmo), Guilherme Benchimol, Paulo Vieira e Andre Valadão em um bate papo sobre empreendedorismo?


Personalidades como Elon Musk, Oprah Winfrey, Ashton Kutcher, Drake, Jared Leto, Wiz Khalifa e Chris Rock já fazem parte da plataforma.


E tem salas temáticas pra tudo: startups, venture capital, marketing digital, lançamentos digitais, comunidades, vendas, tecnologia, LinkedIn, networking, pitch de vendas, RH, Agilidade, idiomas, comunicação, esportes, cinema, sexo, religião, cannabis, espiritualidade, karaokê, comédia. Eu já ouvi de tudo por lá ;)


O mais interessante é que na maioria das salas os palestrantes debatem mesmo, contrapõem, divergem, explicam, ensinam e aprendem, tudo em uma grande mesa de bar ;)


Uma grande vantagem que vejo é permitir que você realize outra atividade enquanto participa dos encontros. Vale a ressalva de não abusar e inventar de dirigir com o celular no ClubHouse. Mas tem pessoas que falam "olha, vou lá tomar banho"... e 15 minutos depois "voltei". Tem gente maratonando ClubHouse. E soube de pessoas com 2 celulares pro App (cada conta e associada a um único número telefônico). Cuidado no uso com atividades que necessitam atenção plena ou maior foco e também pessoas com déficit de atenção e/ou hiperativas.



Popularização Ágil


O crescimento é tamanho que o ClubHouse cresceu 100 vezes e já passou o TikTok no interesse de buscas neste mês, conforme estudo da Conversion. Facebook ainda domina a preferência nas buscas dos brasileiros:







E novamente os brasileiros (que gostam de desafios) arrebentaram: nesta semana diversas salas bateram o recorde de 5.000 pessoas (capaxidade máxima atual). E há dois dias o aplicativo apresentou os primeiros sinais de instabilidade.



Let's Business? Vamos fazer negócios?


Diversos negócios já estão sendo construídos em cima do aplicativo (contribuição de Gui Junqueira), ou por conta dele, assim como novos comportamentos são permitidos:

  1. Community Building (Construção de Comunidades): criação de micro-comunidades, orgânicas e engajadas, com o papel do moderador facilitando a liderança da comunidade, e a entrega do conteúdo feito pelo próprio app.

  2. Serendipity Place (Local dos Encontros ao Acaso): o isolamento social afetou o networking presencial e encontros aleatórios em cafés, co-works, meet-ups, feiras, eventos, congressos, etc, o aplicativo retonou as conversas de modo fluído em salas diversas, repletas de oportunidades "ao acaso"

  3. Second Screen (Segunda Tela): já pensou assistir um jogo de futebol de seu time favorito, ouvindo uma sala com seus amigos falando e comentando a partida? Ver o paredão do BBB Big Brother Brasil e uma sala repleta de comentaristas e especialistas? E que tal iniciar um filme com um familiar ou amigo (cada um em sua casa) e deixar o aplicativo aberto para comentarem conjuntamente o filme?

  4. Celebridades Patrocinadas: o aplicativo é sobre pessoas e temas/clubes. No TikTok e SnapChat as marcas criaram seus próprios perfis. A aposta aqui é que haverão parcerias patrocinadas onde um artista é host, sendo embaixador da marca e trocando idéias sobre temas relacionados à marca.

  5. Customer Experience (Experiência do Cliente): e se clientes de uma famosa empresa de Telecom (alô Vivo, Oi, TIM, Claro?!) abrisse uma sala, cada pessoa expõe seu problema, uma pessoa qualificada resolve a questão e já gera uma base de conhecimento para os demais da sala?! Melhor que muita URA (Unidade de Resposta Audível), muito chat-bot (programas robôs de atendimento) e muito atendimento por e-mail! E que tal uma reunião com a imprensa para o lançamento de um produto ou serviço? Uma coletiva de futebol?

  6. Reinvenção dos eventos: esse é um setor que conheço bem desde quando fui presidente da São Paulo Turismo, detentora do Anhembi e dos grandes eventos da cidade de São Paulo. A pandemia "digitalizou" os eventos, feiras, congressos e todo o setor MICE (Meetings, Incentives, Conferencing, Exhibitions). Daí veio a enxurrada de LIVES de profissionais liberais, autônomos, gênios do marketing digital, palestrantes, professores, coaches, gurus, DJs e por aí vai. E a proliferação digital dos shows, eventos, eventos esportivos e religiosos, entre outros. E palmas pra nós brazukas, que lideramos o ranking MUNDIAL de LIVES no Youtube. Porém, o coffe-break (intervalo), o papo de corredor, a troca de cartões (físicos ou virtuais) nos estandes e o network continuaram impedidos até que o ClubHouse viesse para cobrir esta lacuna digital. Como agora o network acontece de forma fluída, por voz ou acessando os dados da pessoa na Bio você consegue contatá-la pra seguir a conversa e fechar negócio.

  7. Terceirização da escolha: os podcasts cresceram exponencialmente, pois muitos gostam de fazer uma atividade (física, por exemplo correr) ouvindo podcast, porém é necessário listar o que deseja ouvir. Acabou um episódio, para de correr, escolhe novo episódio e volta a correr. Até existem alguns agregadores, mas dá algum trabalho pra configurar no início. Com o ClubHouse você entra em uma sala, minimza o App, bloqueia o celular e vai correr.

  8. Clubes privados pagos: todos podem criar salas. A funcionalidade de criar Clubes estava disponível para até dois clubes por pessoa, depois um clube agora encontra-se fechada para novos clubes, devido à alta demanda (e à forma "artesanal" que fizeram a inscrição através de um formulário no banco de dados AirTable). Vantagem de CLube é que é atemporal e não fecha. Já pensou ser membro do Clube Primo Rico e ter uma sala pra discutir investimentos?

  9. Criadores e Hosts: a maioria dos criadores e hosts de salas atualmente estão na faixa de 30 a 50 anos, diferente de TikTok e Instagram cuja faixa etária é bem menor. Ocorre então a valorização da figura do moderador e abrem oportunidades para comunicadores e entrevistadores. Tenho moderado algumas salas temporárias e sou criador e moderador da Jornada Ágil, encontros matinais permanentes de 60 minutos às 7h31 para debater e aprender conhecimentos, habilidades e competências para obter resultados ágeis

  10. Poder dos Tímidos: em geral tímidos são melhores alunos e líderesdevido à alta capacidade de ouvir. E agora sem câmera, sem gravação, filtros, ajustes, edição, sem medo, os tímidos podem se expor, contribuir e debater de igaul pra igual com grandes celebridades e autoridades.

Nunca agradarás a todos

  1. Muitos chineses reportaram que suas contas foram bloqueadas e que potencialmente o aplicativo fora censurado pelo Grande Firewall do governo chinês. Repórteres da BBC encontraram uma sala com milhares de participantes da China e de Taiwan discutindo tópicos delicados para o governo chinês: Pequim considera Taiwan uma província separatista, mas Taiwan se vê como um Estado soberano.

  2. Atualmente apenas usuários de iPhone com o sistema operacional iOS podem utilizar o aplicativo. A versão do App para Android (Google) encontra-se em desenvolvimento e deve ser lançada nos próximos meses, acredita-se até maio. Aqui cabe um ALERTA, pois 9 em cada 10 brasileiros utilizam celular com sistema Android conforme pesquisa da Bain & Company de set/2020.

  3. Este plano de entrega da versão Android deve ser antecipada, pois gigantes como Facebook do Mark Zuckerberg e o Twitter já estão desenvolvendo suas próprias versões, conforme relatou o New York Times ontem.

  4. Muitos dizem que o ClubHouse é uma modinha. São os mesmos que disseram e dizem:

  • "A internet é uma modinha", 1995

  • "Facebook é só pra estudantes", 2006

  • "Instagram é só pra crianças", 2012

  • "LinkedIn é só pra busca de empregos", 2015

  • "Tiktok é só pra dançar", 2019

  • "ClubHouse não vai durar", 2021

Considerações Finais


Além de cravar que esta modalidade de mídia social veio pra ficar, ressalto a importância de valorizarmos a SIMPLICIDADE na vida. Tudo o que é simples é mais gostoso, mais prazeroso, mais leve e portanto, mais ÁGIL. E eu amei a AGILIDADE com o qual o ClubHouse está quebrando paradigmas, crenças, barreiras e paradigmas.


O aplicativo em si é extremamente simples de usar. Enquanto Twitter se concentra em texto e palavras, o Instagram se concentra em imagens e vídeos, e o Facebook se concentra em perfis e rostos, o Clubhouse é um pouco diferente. Ele tem o foco estrito em áudio. As chances são de que você gastou uma boa quantidade de tempo no Zoom (Meet, Teams, Skype) em 2020, então o Clubhouse não parecerá tão estranho.


E por fim, o considero um App de AGILIDADE, pois simplifica nossos encontros.


Convido você a experimentar o App através da JORNADA ÁGIL. Nos vemos amanhã 7h31.


Sobre o Autor - Andre Sanches

Apaixonado por PESSOAS (quem), AGILIDADE (como) e RESULTADOS (o quê).


Mentor, palestrante, consultor e especialista nacional/internacional em AGILIDADE. Executivo corporativo C-Level nos mercados financeiro, tecnologia, educacional, consultoria, turismo, eventos, sendo CEO SPTuris 2018-19. Bacharel (ciência computação, USP), mestre (big data, USP), pós-graduado finanças/risco (FIA-USP) e projetos (Impacta), certificado (metodologias ágeis), sócio (Instituto Êxito Empreendedorismo) e membro (Confraria dos Empreendedores), é casado (Amanda), pai (Bernardo, Guilherme) e desde 2016 atua com desenvolvimento humano e organizacional como um nexialista e eterno aprendiz. Já impactou milhares de pessoas e centenas de empresas.

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